Em 2008, demos importantes passos no aprimoramento de nosso desempenho ambiental. Um dos destaques foi o projeto Carbono Neutro, programa responsável por reduzir nossas emissões de gases do efeito estufa (GEEs) em 33%, entre 2007 e 2011. Também iniciamos a compensação de carbono por meio do apoio a cinco projetos de reflorestamento e de uso de energia renovável. Priorizamos, como parte da gestão sustentável de resíduos, os processos de reciclagem, incluindo a pós-consumo, e ainda implementamos novas políticas de redução do consumo de água e energia em nossas unidades.

Carbono Neutro

As crises decorrentes das mudanças climáticas exigem uma mudança nos padrões de consumo e produção. Acreditamos que as companhias que entenderem os desafios do seu tempo farão diferença no futuro. Por isso, implantamos, em 2007, o Projeto Carbono Neutro, destinado a reduzir e compensar a emissão de gases de efeito estufa em todas as etapas da nossa cadeia produtiva – desde a extração de matérias-primas e de materiais para embalagens, passando por processos internos e o transporte de produtos, até o seu descarte.

A grande inovação do projeto reside no fato de que a Natura se comprometeu com um plano completo, com três frentes de atuação (inventário, redução e compensação), que envolve toda sua cadeia produtiva. Estamos comprometidos com a redução da emissão relativa de 33%, entre 2007 e 2011, em relação ao total de 2006. Em 2008, alcançamos a meta interna planejada e eliminamos 3,0% de nossas emissões, somando 9,0% em dois anos.

Para possibilitar as reduções e compensações que nos propomos a fazer, colocamos em prática um inventário para quantificar nossas emissões, em todas as fases da cadeia de produção, com base nos padrões da Greenhouse Gas Protocol Initiative (GHG Protocol) e na norma ABNT NBR ISO 14064-1, que estabelece princípios para concepção, desenvolvimento, gestão e elaboração de relatórios das empresas sobre os níveis de GEE. Em 2008, avançamos com o acompanhamento quadrimestral para medir os resultados alcançados, com verificação externa do resultado anual.

Em 2008, fomos responsáveis pela emissão de 188.051 toneladas de CO2 equivalente, índice 5,03% maior que em 2007, que foi de 179.040 toneladas. No Relatório anterior, reportamos um número diferente desse: 183.619 toneladas. A mudança é fruto de uma revisão de dados de consumo, da inclusão de novos processos de emissão, do aprimoramento de metodologias de cálculo e da atualização de fatores de emissão com padrões internacionais. Assim, conforme a GHG Protocol, o ano-base foi recalculado, mantendo, assim, a mesma base de comparação ao longo dos anos. Portanto, as emissões de 2006 e 2007 publicadas neste relatório foram atualizadas.







Também empreendemos, em nossa empresa, iniciativas de redução em todas as etapas de nossa cadeia, como a utilização de álcool orgânico nas fórmulas, o incentivo ao transporte de produtos por via marítima, a alteração das políticas de reembolso de combustível em nossa frota para estimular o uso de álcool, a otimização de embalagens e a ampliação do uso de materiais reciclados.

Como não é possível reduzir todas as nossas emissões, assumimos o compromisso de neutralizá-las e, assim, apresentar aos nossos clientes produtos carbono neutros. Para fazer a compensação das emissões de GEE geradas em 2007, selecionamos, por meio de editais públicos, cinco projetos de compensação, em diferentes regiões do Brasil, dos quais dois de sistemas agroflorestais com recuperação de áreas degradadas (que possuem compensação no longo prazo) e três de ações de energia renovável (com compensação no curto prazo).

Recomposição da paisagem e sistemas agroflorestais – Pontal do Paranapanema (SP) Em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), visa à recuperação florestal e à geração de renda para as famílias assentadas. O compromisso é sequestrar 60 mil toneladas de CO2e em 30 anos.

Recuperação e conservação dos recursos naturais em assentamentos rurais – Região do Cantão (TO) Desenvolvido pelo Instituto Ecológica, o projeto tem como focos recuperar vastas áreas degradadas e incentivar o uso sustentável dos recursos naturais. O compromisso é sequestrar 60 mil toneladas de CO2e em 20 anos.

Uso de biomassa renovável em indústria cerâmica – São Miguel do Guamá (PA), Cristolândia (TO) e Paraíso do Tocantins (TO) Em parceria com a Ecológica Assessoria, substitui a energia térmica proveniente da queima da lenha de mata nativa na indústria cerâmica por energias renováveis, como casca de arroz e serragem fornecida por madeireiras legalizadas. O compromisso é reduzir 60 mil toneladas de CO2e.

Cooperativas de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) – Ijuí (RS), Erechim (RS) e Santa Rosa (RS) As três centrais geram e distribuem energia limpa para o meio rural. O compromisso é reduzir 14 mil toneladas de CO2e.

Troca de óleo combustível por biomassa com manejo sustentável – Jaraguá do Sul (SC) Em parceria com a AMC Têxtil, substitui o óleo combustível fóssil usado na indústria têxtil por cavaco de madeira, resíduo do processo de transformação de biomassa extraída por meio de manejo sustentável. O compromisso é reduzir 30 mil toneladas de CO2e.

Em 2008, decidimos fazer um grande movimento para marcar a abertura do edital de seleção dos projetos de 2009, lançado no dia do Meio Ambiente, 5 de junho, na sede da Natura, em Cajamar. Na mesma data, lançamos a reformulação do site, com todos os requisitos e explicações sobre o edital, que ficou aberto durante três meses.

Recebemos 61 propostas. Todas foram avaliadas internamente, com a ajuda de uma consultoria especializada. As melhores propostas foram discutidas pela equipe técnica da Natura em um painel de especialistas, com a presença de convidados externos para uma avaliação semifinal. A seleção também deve contemplar cinco projetos que traduzam as necessidades geográficas e que se diferenciem dos projetos apoiados em 2008.

Todas as ações do projeto Carbono Neutro geraram bons frutos, a exemplo do convite à Natura feito pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do seu braço para o meio ambiente (Unep), para que ela integrasse o Climate Neutral Network, fórum virtual global sobre mudanças climáticas. No Brasil, recebemos o reconhecimento do Prêmio Época de Mudanças Climáticas, da revista Época, que nos escolheu como a empresa de melhor estratégia de redução de carbono no País. É também importante destacar que, pelo segundo ano consecutivo, nossos dados socioambientais estão sendo validados pela Det Norske Veritas.

Consideramos que nossas emissões de gases NOx e SOx não são significativas e, por isso, não realizamos monitoramento específico desses gases.Também não emitimos nem usamos substâncias destruidoras da camada de ozônio.

Biodiversidade

Um de nossos principais vetores de inovação é o uso sustentável da biodiversidade. Traduzimos esse conceito com a criação e o desenvolvimento de novos produtos utilizando espécies nativas e exóticas, com o uso de modelos ecológicos de produção vegetal, com o programa de certificação de insumos e em parcerias com fornecedores rurais, como comunidades tradicionais e agricultores familiares que podem contribuir para a conservação da biodiversidade. Trabalhamos no sentido de estabelecer um novo marco regulatório de acesso à biodiversidade brasileira para proteger o patrimônio genético nacional e garantir condições favoráveis de pesquisa e desenvolvimento.

Depois de meses de estudos, elaboramos e aprovamos, no final de 2008, a Política de Uso Sustentável da Biodiversidade e do Conhecimento Tradicional, que será implementada, em sua totalidade, ao longo de 2009. A política procura atender aos preceitos da Convenção sobre Diversidade Biológica, assinada pelo Brasil durante a ECO-92.

O documento estabelece o uso da biodiversidade como vetor de desenvolvimento sustentável, a valorização das relações éticas e transparentes com os diversos públicos, a aplicação do princípio do consentimento prévio fundamentado, a complementaridade entre o saber tradicional e o rigor científico no desenvolvimento de produtos, o envolvimento dos stakeholders, a formação de redes, a valorização do patrimônio cultural e dos conhecimentos tradicionais como elementos da sustentabilidade socioambiental local e global, a minimização de impactos, o manejo sustentável, a certificação e, por fim, a repartição de benefícios, a valorização do trabalho e o preço justo com base na análise das cadeias de valor.

Certificações

Para garantir que os insumos utilizados como matéria-prima na formulação de nossos produtos sejam extraídos de maneira sustentável e favoreçam socialmente as comunidades extrativistas, elaboramos o Programa de Certificação de Matérias-Primas Vegetais, em 2008. O objetivo é promover o cultivo e o manejo sustentável por meio da certificação das áreas de plantações e florestas nativas.

O programa é um importante instrumento de construção da cidadania, pois incorpora grupos de agricultores familiares e de comunidades tradicionais na cadeia de negócios da Natura, gerando renda e estimulando a organização local. Conforme as particularidades de cada região e da área produtiva, adota três modelos diferentes de certificação: orgânica, florestal e de agricultura sustentável, obedecendo, respectivamente, aos critérios do Instituto Biodinâmico, do Forest Stewardship Council e da Sustainable Agriculture Network.

Alcançamos a meta definida para 2008 de certificar mais quatro ativos, entre eles o Palo Santo, certificado no Equador, pela Ecocert Equador. Os outros três são certificados orgânicos, com a parceria da certificadora IBD. Assim, fechamos o ano com 26 ativos certificados. No acumulado de ativos certificados, tivemos a exclusão de dois: o óleo essencial de Louro Rosa, que passou a ser sintetizado; e o Cumaru, que não continuará sendo fornecido em decorrência de dificuldades de volumes de produção.



Duas espécies utilizadas na produção de insumos adquiridos pela Natura – a castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa) e a erva-mate (Ilex paraguariensis) – estão na lista de espécies ameaçadas de extinção divulgada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. Com o intuito de diminuir possíveis impactos nas populações dessas espécies, adquirimos esses insumos de áreas certificadas pelo FSC, que atesta não só o atendimento da legislação, mas também de outros critérios socioambientais.

Em 2008, financiamos um estudo, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), sobre a estrutura populacional e genética dessas duas espécies, ampliando conhecimentos que podem ser utilizados para sua conservação.



Nossas parcerias se estendem a diversas regiões do país. Alguns fornecedores habitam e realizam suas atividades extrativistas em áreas protegidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação, como as comunidades da Reserva Extrativista do Médio Juruá, no Amazonas, e a Comunidade São Francisco, que fica na Reserva Estadual de Desenvolvimento Sustentável do Iratapuru, no Amapá. Lá, onde são manejados a castanha-do-brasil, a copaíba e o breu branco, as áreas de extração ocupam aproximadamente quatro mil hectares dos 842 mil da reserva. Já na Reserva Extrativista do Médio Juruá, que tem 253 mil hectares de área protegida, a extração de andiroba e murumuru ocorre num espaço inferior a 1% desse total.

O terreno da sede da Natura, em Cajamar, (SP), ocupa Área de Proteção Ambiental. Já a Unidade de Itapecerica da Serra está dentro da Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais da Bacia Hidrográfica do Guarapiranga e engloba uma reserva de preservação permanente. Nessas áreas, há escritórios administrativos e atividades de fabricação e produção. Tais operações atendem aos requisitos legais aplicáveis.

Impacto Ambiental dos Produtos

Desde 2001, para avaliar o impacto ambiental das embalagens dos produtos Natura, utilizamos a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), uma ferramenta que quantifica os impactos ambientais dos produtos nas fases de extração de matérias-primas, produção, uso e disposição final. Em 2008, continuamos a evolução positiva de diminuição dos impactos ambientais relativos das embalagens Natura, mensurados por nosso indicador de ACV por quilograma de produto faturado. Atingimos nosso objetivo de redução graças a três fatores:

  • redução de massas relativas e melhor ecoeficiência de materiais de apoio comercial, como a Revista Natura, reformulada ao longo de 2008;
  • design de embalagens que incorpora a preocupação constante de redução de impactos no desenvolvimento dos novos produtos, evidenciado na mudança da especificação da sacola Natura, que passou, no início de 2008, a ser produzida a partir de papel 100% reciclado pós-consumo;
  • efeito positivo do mix de produtos vendidos, com o crescimento mais rápido de produtos de menor impacto, como, por exemplo, os sabonetes em barra.




Em relação à venda de refis, fechamos o ano de 2008 com um resultado acima da meta estabelecida, que era de 18,5%.





Águas e Efluentes

Em 2008, observamos uma redução de 8,91% no consumo de água por unidade faturada na Natura. Alcançamos, assim, uma redução de 2,05% no consumo absoluto, atingindo a meta proposta no ano anterior. Por considerar a água um recurso altamente relevante, não apenas para a Natura, mas para toda a sociedade, planejamos intensificar as ações em torno desse tema a partir de 2009.

Desenvolvemos uma série de ações, nos espaços da Natura, visando economizar esse bem natural. Nas fábricas, por exemplo, otimizamos o consumo por meio do trabalho de conscientização no processo de lavagem dos reatores. Também implantamos o sistema de prontoatendimento para sanar, em curto prazo, os vazamentos de água.

Na unidade de Itapecerica da Serra, solicitamos à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) a implantação de medidores individuais, o que permitiu a separação do sistema de abastecimento de água da vila vizinha à nossa unidade.

A economia de água, assim como a de energia, foi inclusa como meta global na avaliação da participação de lucros e resultados coletiva e individual da empresa. Para alcançar as metas, foram criados os comitês de Água e Energia. Esses comitês têm o objetivo de trabalhar, de forma multidisciplinar, no desenvolvimento de estudos, projetos e tecnologias com a finalidade de obter uma melhor eficiência energética e hídrica em nossos processos, com ações que não prejudiquem a qualidade de nossos produtos.

A água que usamos é 100% extraída do lençol freático, de onde retiramos no máximo 80% da outorga que nos é permitida para extração, respeitando o tempo de reposição natural do recurso.



Em 2008, houve um derramamento de 280 litros de hidróxido de sódio em nossa unidade de Cajamar, proveniente de um container com válvula danificada entregue por um dos nossos fornecedores. Realizamos uma avaliação ambiental dos possíveis danos ambientais ocorridos e não encontramos indícios de produtos na rede de drenagem pluvial. Para que situações como essa não voltem a acontecer, foi desenvolvido um plano de ação para implementar melhorias nos pontos de carregamento e descarregamento de produtos químicos, bem como para fazer uma avaliação de risco de outros possíveis pontos vulneráveis.





Energia

Por meio de um comitê multidisciplinar, criado em 2008, intensificamos o monitoramento do consumo de energia elétrica por área, estabelecendo prioridades e implantando novas tecnologias de consumo consciente. Durante o ano, foi realizada a semana de conscientização Economia, com Toda Energia, que envolveu cerca de 3 mil colaboradores. Outro fator importante foi a queda da temperatura média no ano, contribuindo com o menor uso do sistema de ar-condicionado, responsável pelo maior consumo de energia. Obtivemos, assim, redução de 16,88% no consumo total de energia por unidade faturada, em 2008.





Nossos fornecedores são orientados a aplicar rateios em seus consumos de energia e água e geração de resíduos, levando em consideração o percentual da produção destinado à Natura. Em 2008, foram considerados os indicadores de 61 empresas de diferentes categorias: brindes, embalagens, gráficos, fragrâncias, químicos, terceiros, centrais de atendimento e centros de distribuição. Em 2007, as duas últimas categorias não foram contempladas e o número total de fornecedores foi 57. Os números correspondentes aos terceiristas abrangem as 12 principais empresas da categoria. É o primeiro ano em que estes dados são reportados separadamente.

É importante destacar que os dados abaixo são estimativas coletadas quadrimestralmente com nossos fornecedores. Para dar maior confiabilidade aos números, são realizadas comparações entre as planilhas remetidas pelo mesmo fornecedor ao longo do ano, a fim de evitar discrepâncias.



Resíduos

Os resíduos sólidos gerados na Natura são gerenciados por meio de processos sistematizados, que contemplam as etapas de segregação, classificação, acondicionamento, coleta, transporte e destinação final. Tais atividades são planejadas e desenvolvidas priorizando ações de redução, reutilização e reciclagem dos resíduos, com o objetivo de diminuir os impactos ambientais desses processos. A geração total, no entanto, vem acompanhando o crescimento da Natura. Em 2008, houve um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Já a produção por unidade faturada caiu 6,95%, de 24,1 gramas por unidade, em 2007, para 22,4 gramas por unidade.

Na Natura, incorporamos políticas e procedimentos de gerenciamento de resíduos em todos os espaços, multiplicando as ações sustentáveis de destinação dos resíduos sólidos gerados. Em 2008, foram elaborados, em parceria com a Gerência de Qualidade de Fornecedores, os requisitos para centros de distribuição e transportadoras, em que divulgamos os procedimentos para o correto manejo de resíduos nesses espaços. Além disso, aprimoramos o processo de compostagem realizado internamente na unidade da Natura Cajamar, onde os resíduos de preparação de alimentos são transformados em compostos orgânicos utilizados como adubo nos jardins na unidade.

Nosso compromisso de priorizar a reciclagem dos resíduos gerados vem sendo consolidado ao longo dos anos. Em 2008, o desenvolvimento de processos mais robustos para a separação dos materiais dos produtos cosméticos obsoletos garantiu o aumento dos resíduos destinados à reciclagem. As ações de modificações nos métodos de destinação final e de treinamento dos colaboradores sobre a importância da correta segregação dos resíduos, da reciclagem e da redução do consumo de materiais têm apresentado resultados modestos em relação ao esperado. O percentual de resíduos destinados à reciclagem ficou 0,3 ponto percentual abaixo da meta estabelecida para o ano.

Formamos, ainda, o Comitê de Resíduos, um grupo multidisciplinar que tem como objetivo desenvolver projetos de redução, reutilização e reciclagem de resíduos e ações de conscientização e treinamento em coleta seletiva e destinação correta de resíduos sólidos.







A queda do uso de materiais em quilos se justifica pela terceirização de linhas de produtos de massa, como sabonetes, xampus e colônias. O aumento em litros é justificado pela criação de novas colônias e pelo aumento gradativo da venda desses itens.



Mantemos, desde 2007, o projeto de Reciclagem Logística Reversa, que foi implantado primeiramente em Recife e em São Paulo. Com o objetivo de diminuir o impacto ambiental das embalagens de nossos produtos, o projeto funciona com a parceria das nossas consultoras e consultores, de transportadoras e de cooperativas de catadores locais. O trabalho começa com as consultoras e consultores, que incentivam seus clientes a guardar as embalagens dos produtos Natura. Em quase dois anos de trabalho, contamos com 13.608 consultoras participantes e arrecadamos 210 mil kg de materiais recicláveis, sendo 70% papel e papelão.

Em 2008, tivemos a expansão do projeto-piloto de reciclagem com consultoras e consultores para algumas regiões de São Paulo. Entre 2007 e 2008, o percentual de participantes diminuiu em função do aumento da base de público potencial e da dificuldade de entrega das caixas das consultoras e consultores a moradores em prédios e condomínios. Para essas situações, estamos estudando modelos alternativos de participação.