A governança corporativa da Natura passou por uma significativa evolução, nos últimos anos, especialmente a partir da abertura de capital, em 2004, e da adesão ao Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). Mais alta instância administrativa da Natura, o Conselho de Administração é composto por três sócios-fundadores e por quatro conselheiros externos independentes, que não ocupam nenhum cargo executivo internamente. A escolha dos conselheiros levou em consideração qualificações, conhecimento em relação à sustentabilidade, complementaridade de vivências executivas e ausência de conflitos de interesse.

Em 2008, o Conselho de Administração reuniu-se oito vezes, para analisar temas estratégicos, a implantação do plano de ação e o desempenho integrado econômico, social e ambiental da companhia. A atuação do Conselho é avaliada regularmente, todos os anos, e a remuneração dos seus integrantes é composta por uma parte fixa, mensal, e outra variável, anual, vinculada ao alcance de objetivos econômico-financeiros, sociais e ambientais.

Atualmente, quatro comitês auxiliares (Estratégico; de Governança Corporativa; de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional; e de Auditoria, Gestão de Riscos e Finanças) têm a missão de apoiar o Conselho de Administração na avaliação de temas estratégicos para os negócios da empresa:

Comitê Estratégico
Três conselheiros e o diretor-presidente analisam, mensalmente, os temas estratégicos, preparando orientações e recomendações para o Conselho de Administração.

Comitê de Governança Corporativa
Discute as melhorias na governança e na operação do
negócio. Também faz a autoavaliação dos comitês e do Conselho. É formado por quatro conselheiros, que se
reúnem trimestralmente.

Comitê de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional
Composto por três conselheiros, pelo diretor-presidente e pelo vice-presidente de Desenvolvimento Organizacional.
Em reuniões mensais, avalia questões de remuneração, liderança, sucessão, capacitação e temas de interesse de Recursos Humanos.

Comitê de Auditoria, Gestão de Riscos e Finanças
Formado por quatro integrantes, três ligados à Natura (um conselheiro, o vice-presidente de Finanças e o gerente de Gestão de Riscos e Auditoria) e um representante externo. Reúne-se mensalmente, e sua função é apoiar o Conselho na análise financeira, de riscos e do relacionamento com as auditorias externas.

A Natura conta com um Comitê Executivo (Comex) e três comitês regionais – Brasil, América Latina e Internacional –, que se reportam ao Conselho de Administração e são fóruns de discussões executivas, com aplicações geográficas distintas. O Comex possui três comitês de suporte, que analisam as iniciativas relacionadas à gestão da marca, sustentabilidade
e produtos.

A sustentabilidade permeia todo nosso modelo de governança. O Comitê de Sustentabilidade é um importante foro de discussão preparatório às decisões do Comex Natura. Regularmente, os temas são analisados pelo Conselho de Administração. A coordenação fica a cargo da Diretoria de Sustentabilidade, que acompanha a execução dos planos de ação, conduzidos pelas diferentes áreas da empresa.

Em 2008, houve uma evolução na composição do Comex, que passou a ter a representatividade de um integrante envolvido no processo de sustentabilidade da empresa.

Conselho de Administração
Antonio Luiz da Cunha Seabra
Copresidente

Guilherme Peirão Leal
Copresidente

Pedro Luiz Barreiros Passos
Copresidente

Edson Vaz Musa
Presidente do Comitê de Pessoas e Organização

José Guimarães Monforte
Presidente do Comitê de Auditoria, Gestão de Riscos e Finanças

Julio Moura Neto
Presidente do Comitê de Estratégia

Luiz Ernesto Gemignani

Comitê Executivo Natura
Alessandro Carlucci
Diretor-Presidente

José Vicente Marino
Vice-Presidente de Negócios

Marcelo Cardoso
Vice-Presidente de Desenvolvimento Organizacional e Sustentabilidade

Roberto Pedote
Vice-Presidente de Finanças e Jurídico

Paulo Lalli
Vice-Presidente de Operações & Logística

Maurício Bellora
Vice-Presidente de Internacionalização - México e França

Pedro Villares
Diretor de Negócios América Latina

Composição da Diretoria Executiva
Alessandro Carlucci
Diretor-Presidente

José Vicente Marino
Vice-Presidente de Negócios

Marcelo Cardoso
Vice-Presidente de Desenvolvimento Organizacional e Sustentabilidade

Maurício Bellora
Vice-Presidente de Internacionalização - México e França

Paulo Lalli
Vice-Presidente de Operações & Logística

Roberto Pedote
Vice-Presidente de Finanças e Jurídico

Angel Medeiros
Diretor de Logística

Armando Marchesan
Diretor do Ciclo do Pedido

Claudia Falcão
Diretora de Recursos Humanos Internacional

Daniel Gonzaga
Diretor de Pesquisa

Denise Alves
Diretora de Unidade de Negócio - Plataforma D

Denise Figueiredo
Diretora de Unidade de Negócio - Plataforma C

Erasmo Toledo
Diretor de Gestão Comercial dos Ciclos

Flávio Pesiguelo
Diretor de Recursos Humanos - Brasil

Guto Pedreira
Diretor de Unidade de Negócio - Plataforma A

Jorge Rosolino
Diretor de Finanças Brasil

Lucilene Prado
Diretora Jurídica

Marcello Rodrigues
Diretor de Disponibilização de Produtos

Marcos Pelaez
Diretor de Tecnologia de Informação

Marcos Vaz
Diretor de Sustentabilidade

Moacir Salzstein
Diretor de Governança Corporativa

Mônica Gregori
Diretora de Unidade de Negócio - Plataforma B

Pedro Villares
Diretor de Negócios América Latina

Roberto Zardo
Diretor do Ciclo do Pedido

Rodolfo Guttilla
Diretor de Assuntos Corporativos e Relações Governamentais

Victor Fernandes
Diretor de Desenvolvimento de Produtos

Gestão de Riscos

A estrutura de governança da Natura abrange formalmente a gestão de riscos. Todas as análises de cenários de temas contábeis, fiscais, tributários, societários e de novos investimentos são feitas pelo Comitê de Auditoria, Gestão de Riscos e Finanças, em apoio ao Conselho de Administração.

Há dois tipos principais de riscos: os estratégicos, que interpretam cenários que possam afetar a empresa; e os operacionais, relacionados a processos internos que cada gestor avalia com sua equipe. Ao criar cenários de riscos estratégicos e operacionais em cada um dos macroprocessos e processos da cadeia da Natura, são levadas em conta as fragilidades existentes, sempre considerando os três pilares da sustentabilidade – o social, o ambiental e o econômico.

No entanto, não há uma análise estruturada sobre os efeitos imediatos das mudanças climáticas em nosso negócio, o que passará a ser considerado no planejamento de longo prazo. Em 2008, a Gestão de Riscos explorou um maior número de cenários dos riscos estratégicos. No ciclo do pedido (tempo entre o pedido da consultora e a chegada do produto ao consumidor final), incorporamos uma autoavaliação de riscos, como queremos fazer em todos os processos.

Também em 2008, foi criada e divulgada para todos os gestores a Política de Gestão de Riscos, documento que estabelece um conjunto de princípios, ações, papéis e responsabilidades voltados à identificação, avaliação e tratamento dos riscos aos quais a Natura possa estar exposta. O objetivo é orientar a gestão, responsável pela tomada de decisões, a formalizar o posicionamento em relação ao risco identificado.

Auditoria Interna

A Auditoria Interna tem um grupo independente dos colaboradores da Natura para garantir total isenção em seu trabalho. Por isso, responde apenas para o Comitê de Auditoria, Gestão de Riscos e Finanças. Ao serem realizadas, as auditorias internas da Natura contemplam uma lista de procedimentos e testes para avaliar o controle interno, considerando, inclusive, as possibilidades de fraude. Em 2008, o foco maior foram justamente as auditorias especiais, atendendo a demandas da Ouvidoria e do Comitê de Auditoria da Natura.

Em 2008, auditamos 24 denúncias, no Brasil e nas operações internacionais, a pedido da Ouvidoria, que recebeu manifestações de colaboradores do Brasil, das operações internacionais, de fornecedores e de parte dos consultores. Desse número, seis configuravam casos de desvios de conduta e foram comprovadas, resultando em afastamento dos envolvidos e no aprimoramento dos mecanismos de controle.