A Natura mantém uma relação direta, transparente e constante, com os seus acionistas, investidores e analistas do mercado de capitais. Fornecemos informações sobre nossas atividades e resultados de acordo com as melhores práticas e conforme as determinações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula a divulgação das companhias abertas no Brasil, e da BM&FBovespa, onde nossas ações estão listadas no segmento do Novo Mercado. Procuramos também ampliar a análise com a abordagem do valor gerado pela sustentabilidade, seja em teleconferências, ou em eventos promovidos por bancos e corretoras no Brasil e no exterior.

Para melhor avaliar nossa imagem perante o mercado acionário, realizamos, pelo segundo ano consecutivo, um Estudo de Percepção. A partir de extensas entrevistas com investidores do Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e Cingapura, o levantamento revela a opinião de profissionais que conhecem a fundo a Natura. A marca é destacada como um ponto alto, ao passo que a constante mudança na estratégia de internacionalização surge como uma fragilidade. Ao final, o estudo aponta uma nota média que, em 2008, foi de 4,1 pontos em uma escala de 1 a 5, superior aos 3,8 pontos de 2007.

Vale destacar que os comentários regulares sobre o desempenho da empresa, divulgados pela área de Relações com Investidores, são previamente aprovados pelo Comitê de Auditoria, pelo Comitê Executivo Brasil (Comex) e pelo Conselho de Administração, garantindo assim uma comunicação que reflita com exatidão a avaliação da companhia.

Revertendo a tendência dos últimos anos, o número de investidores da Natura em 2008 caiu significativamente em relação ao ano anterior. O motivo foi principalmente a crise financeira global, que levou muitos investidores, em especial pessoas físicas, a liquidar ou diminuir suas posições nas Bolsas de Valores em todo o mundo. A redução de participação na Natura foi de 47,5%: de 20.798 investidores em 2007 para 10.927 em 2008. Desse total, 91,5% são pessoas físicas e 8,5% são pessoas jurídicas.

Registramos a evolução da participação dos investidores pessoa jurídica sediados no exterior, que representavam aproximadamente 36% do segmento em 2007 e passaram a 58% em 2008.

Com relação à quantidade de ações em circulação, os investidores pessoa jurídica do exterior detêm 82% de participação, enquanto os investidores pessoa jurídica Brasil, 10%, e os investidores pessoa física Brasil, 8%.



Em dezembro de 2008, o percentual do capital social da Natura em circulação era de 25,53%, o que atende à exigência mínima de 25% do Novo Mercado, o mais alto nível de governança corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), segmento em que estão listadas as nossas ações.



O desempenho das ações da Natura em 2008 foi bastante diferenciado. O efeito da crise financeira global, que derrubou a partir de setembro o mercado de capitais brasileiro, não se refletiu com a mesma intensidade no valor de nossas ações. Ao contrário, enquanto o principal índice da Bolsa (Ibovespa) se desvalorizou 41%, as ações da Natura fecharam o ano com uma valorização de 18%. Os principais direcionadores deste desempenho foram o baixo endividamento da companhia, sua alta geração de caixa, sua alta rentabilidade e uma tesouraria atuante, criteriosa e segura. Além disso, nosso plano de ação visando o crescimento das vendas no Brasil começou a apresentar os primeiros resultados, aumentando a confiança dos investidores e acionistas na companhia.

As ações Natura (Natu3), negociadas na BM&FBovespa, acumularam até o final de 2008 valorização de 213% desde seu IPO, ao passo que o Ibovespa valorizou 99% no mesmo período.

Desempenho das Ações



Permanecemos nos mais importantes índices do mercado de ações brasileiro – Ibovespa, IBrX-50, IBrX-100 (que listam as empresas mais líquidas da bolsa), o Índice de Ações com Tag Along (Itag), o Índice de Governança Corporativa (IGC) e o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que utiliza critérios de sustentabilidade para selecionar ações das empresas listadas e no qual a Natura está incluída desde o seu início, em 2005. A Natura também faz parte do índice do Morgan Stanley Composite Index (MSCI), referência para investidores estrangeiros.



Em 2008, participamos de várias conferências no exterior, além de roadshows nos Estados Unidos, Europa, São Paulo e Rio de Janeiro. Entre reuniões e eventos no Brasil e no exterior, nos relacionamos com aproximadamente 1.500 investidores, tanto pessoas físicas como com analistas e administradores de fundos. Outra forma de comunicação direta entre a Natura e os investidores é o nosso site de Relações com Investidores, que disponibiliza o serviço “Fale com o RI”. Além desse canal de diálogo, podem ser consultadas no site informações sobre os eventos dos quais participamos, comentários sobre nossos desempenhos, dados sobre a estrutura acionária e o histórico dos dividendos distribuídos.

Distribuição de Dividendos

Em 18 de fevereiro de 2009, o Conselho de Administração aprovou proposta a ser submetida à Assembleia Geral Ordinária, em 23 de março de 2009, para pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio referentes aos resultados auferidos no exercício de 2008, no montante de R$ 442,2 milhões e R$ 57,5 milhões (R$ 48,8 milhões líquidos de imposto de renda na fonte), respectivamente.

Desse montante, já foram pagos, em 10 de agosto de 2008, dividendos referentes aos resultados do primeiro semestre de 2008, no valor de R$ 188,0 milhões. O saldo remanescente a ser pago em 8 de abril de 2009, após ratificação pela Assembleia Geral Ordinária, será de R$ 254,2 milhões na forma de dividendos e R$ 48,8 milhões na forma de juros sobre o capital próprio (líquidos de imposto de renda na fonte).

Estes dividendos e juros sobre capital próprio somados, referentes ao resultado do exercício de 2008, representarão uma remuneração líquida de R$ 1,15 por ação (R$ 0,95 por ação em 2007), correspondendo a 98,0% da geração de caixa livre e 90,6% do lucro líquido de 2008.